Noite soturna

Descalça caminha a noite fria pelos subúrbios da memória há muito perdida, caminha descalça para sentir o frio do que lhe foi um dia roubado, caminha assim para onde nem sabe se vai mesmo.

O fruto da imaginação roubou a inocência das palavras perdidas, roubou mais ainda a certeza de um dia existir naquele mundo perdido. E quando o espelho nos cruza o reflexo da alma e não nos encontramos sentimo-nos sem esperança perdidos além do mundo sem fim.

Trago um sorriso esquecido, uma alma quebrada e uma coração repleto de memórias e saudade. Saudade que ficou das coisas boas que tenho a certeza que existiram, e tristeza das coisas más que ainda perduram neste vil peito manchado pelas recordações.

Existe, não sei onde, não sei bem o local perdido, existido num mito só desconjugado por ai além do que serviu de abrigo um dia, além do que ficou escrito no olhar que é meu, no peito que ainda traz esperança de te encontra um dia. As saudades não matam, torturam, esfaqueia-me um coração já dilacerado pelas amarguras de uma vida.

 

Aproxima-se o silencio, o Anjo branco da alegria que anuncia algo novo, mas para mim só me cobre mais ainda esta quadra de uma tristeza tão negra como o céu lá fora…Sinto-me numa escuridão repleta de monstros ambíguos.

Sinto-me…

 

 

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2 respostas a Noite soturna

  1. Gonçalo diz:

    Uiiii.. tao dark que isto está. Mas adorei.. está lindo 😀

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