Aqui encontro-te

21, de Junho de 2008

 

                                                                                                                                              Querido Manu

 

Já passou tanto tempo desde a última carta que te escrevi, tanto que acho que já não estou certa da data. Estes dias têm passado tão iguais que acho que se tudo acabasse agora eu nem daria conta. Senti que precisava de te escrever, sabes tudo onde tu estás, mas prefiro escrever, assim é mais fácil. E pelo menos “alivia-me” o coração.

 

Pergunto tantas vezes que aconteceu, o que levou isto tudo a apagar-se de mim e a crer ir mais além, as saudades tuas são tantas que me dói. Estou com aquela ânsia que costumava estar uns dias antes de tu vires, com a esperança de te ver novamente, te abraçar e poder estar contigo todo o dia a toda a hora. Estava quase não era? Eram estes dias que antecediam a tua chegada que eu me sentia tão bem tão viva por dentro. O inverno era morto em comparação com os nossos muitos verões passados juntos um com o outro.

 

Como tens visto estes dias não têm sido fáceis para ninguém. Fá-lo por mim e por todos aqueles que amas, e que estão mal neste momento. Sei que me estás s escutar e a ler estas palavras e entendes o seu significado. Precisamos da tua ajuda agora mais que nunca. Eu especialmente não, vou vivendo, mas tens de apoiar o resto. Vejo tanta coisa a desmoronar-se há minha volta e nem sei para onde me virar neste momento. Tanta gente a precisar de “mim”, mas essencialmente de ti.

 

Deixas-te um enorme vazio desde que tu te foste, deixas-te uma angustia uma dor eterna neste peito de todos os que te amam. De todos os que todas as noites pensam em ti, de todos os que sofrem com esta tua “ausência” de todos os que choram a tua partida. Sei que vês tudo, sei que estas ai eu sinto. Mas não podes fazer nada não é? Como te “compreendo”, sinto-me impotente nestes casos, não sei o que dizer, o que fazer, contigo era sempre tudo tão fácil, tinha sempre ideias. Agora parece que tudo se fugiu da minha memória. Queria a ajudar e não consigo. Talvez tu consigas, eu sei que sim, intercede cá, antes que aconteça outra desgraça. Eles precisam de ti, mais que eu precisam.

 

Tu conseguias sempre tudo, lembras-te quando eu dizia que eras um super herói, nunca menti, tu eras isso e muito mais nesta vida. Nota-se aqui agora, o quanto eras importante e quantos (muitos) ainda choram a tua partida.

 

Tens visto estes dias complicados para todos nós, uns por uns motivos, outros por outros. Sabes…Acho que nem sei que pensar manu. Queria agir agora, mas sei que causarei mais estragos dos que quero, queria só afectar nisto tudo aquilo que eu tenho. Para ficar em paz com a minha consciência. Não queria apanhar terceiros nesta batalha pessoal, não gosto de magoar ninguém, e as vezes quando tento arranjar uma solução sei que acabarei por magoar alguém que gosto muito e isso eu não queria mesmo. Precisava de ti, como tantas vezes preciso. Mas agora tenho de agir sozinha, mas agradeço-te por me teres ensinado a agir de cabeça fria, e por me fazeres pensar antes de agir, assim saberei com cuidado o que fazer, com calma e paciência.

Vingança?

Não quero.

Ódio?

Também não sinto sabes disso.

Pena sim, mas paciência, cada um escolhe o que quer.

 

Agora aqui esta noite deitada, penso em ti, como tantas vezes penso durante o dia, todos os dias a toda a hora. Preciso de ti mais que nunca, mas não te posso ter não é? É assim um sufoco, falo com “ele” ele ao menos não fala mas ouve-me, já que com quem tento falar esta demasiado “distante” de mim. Talvez agora perceba que o silêncio é o melhor conselheiro como tu dizias, dá-te tempo espaço para ponderar, não te sufoca com perguntas para as quais não tens resposta.

 

Vida esta não é? Só te quero pedir que ajudes eles, a sério, estás a ver o que está a acontecer e ainda aconteça pior se tu não agires rapidamente. Eu to sem forças e sem ideias para ajudar.

 

Esta dor continua cá dentro, todos os dias a toda a hora me mói, me espicaça mais um bocadinho de mim. É a falta de ti, da tua segurança, conforto e amor que me davas a toda a hora a todo o segundo. Tu sabes como sempre sobes-te.

Até breve manu…

Como sempre terminei

Ao fechar-se esta carta, fecha-se o meu coração, são tantas as saudades como as letras que aqui vão. =D

 

 

 

Beijinhos de alguém que nunca te esquece

Amo-te

Lúcia

 

 

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Uma resposta a Aqui encontro-te

  1. Gonçalo diz:

    Muito linda essa carta. Decerteza que ele a vai ler, e vai ajudar toda agente como ele sempre ajudou por + obstaculos que possam existir.
    Ele é unico. Com imensas saudades do meu irmão que está longe muito longe, mas perto do meu coração. <33
    Ao resto desejo força, coragem, que torço por isso. =)
    A ti.. eu estou sempre contigo <33 **

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